IA no jornalismo reforça o papel do assessor de imprensa como curador de boas histórias

A inteligência artificial já não ocupa um lugar periférico no jornalismo. Pelo contrário, em 2026, ela já está integrando o centro das rotinas editoriais, influenciando desde a apuração até a distribuição das notícias. Essa é a constatação do relatório anual do Reuters Institute, denominado “Journalism and technology trends and predictions” e lançado em janeiro.

Primeiramente, o estudo mostra que a IA apoia as redações em tarefas operacionais, como transcrição de entrevistas, tradução de conteúdos e organização de grandes volumes de dados. Entretanto, mais do que eficiência, o relatório aponta uma transformação mais profunda: a forma como histórias são selecionadas, priorizadas e apresentadas ao público.

Assim, o jornalismo entra em uma fase híbrida, em que máquinas aceleram processos, porém, decisões editoriais sérias ainda precisam de mãos humanas. Afinal, critérios como relevância pública, contexto social e impacto simbólico exigem sensibilidade, repertório e julgamento crítico.

Menos volume, mais significado: a curadoria ganha força

Outro ponto central do relatório diz respeito à saturação informacional. Em um ambiente em que a IA facilita a produção em escala, o excesso de conteúdo se intensifica. Por isso, cresce a valorização da curadoria. Isto é, em vez de publicar mais, as redações buscam publicar melhor.

Nesse cenário, o estudo indica que os jornalistas passam a dedicar mais tempo à análise, à checagem e à contextualização. Assim, a notícia factual continua importante, mas perde espaço relativo para reportagens explicativas e narrativas aprofundadas que ajudam o leitor a compreender fenômenos complexos.

Portanto, o diferencial não está apenas no “o que aconteceu”, mas no “por que isso importa”. E é exatamente aí que histórias bem construídas ganham relevância editorial.

Confiança, transparência e autoria humana

O relatório também chama atenção para um tema sensível: confiança. À medida que conteúdos gerados por IA se multiplicam, cresce a preocupação do público com autenticidade, autoria e responsabilidade editorial.

Como resposta, veículos reforçam políticas de transparência, deixam claro quando utilizam inteligência artificial e reafirmam o papel do jornalista como responsável final pela informação publicada. 

Consequentemente, marcas, empresas e fontes institucionais precisam compreender que visibilidade sem contexto não sustenta reputação. A imprensa busca histórias confiáveis, bem apuradas e ancoradas em fatos verificáveis.

O assessor de imprensa como tradutor de histórias relevantes

Diante desse novo ecossistema, o papel do assessor de imprensa é qualificar. Não basta mais enviar releases informativos ou comunicar fatos isolados, pois há essa demanda crescente por narrativas que façam sentido dentro de agendas editoriais mais seletivas.

Assim, o assessor atua como um tradutor estratégico, que identifica, na rotina das organizações, as histórias com potencial de impacto social, econômico ou cultural. Além disso, organiza essas informações de forma clara, contextualizada e alinhada às pautas que realmente importam para o jornalismo contemporâneo.

Quando uma boa história encontra o jornalismo certo

Em um cenário marcado pelo excesso de informação e pelo uso crescente de inteligência artificial nas redações, boas histórias continuam encontrando espaço na grande mídia. Recentemente, um cliente da Lumière Comunicação ganhou destaque no Portal Terra em uma reportagem que foi além de números, cargos ou resultados financeiros.

O texto apresenta a trajetória de Sérgio Fagundes a partir de um recorte humano e consistente. Da infância simples à formação técnica e em engenharia, a matéria mostra como educação, resiliência e visão de longo prazo ajudaram a construir uma empresa com atuação internacional.

Nessa reportagem, mais do que relatar fatos, o jornalismo revelou propósito e sentido. Isso foi possível porque a assessoria de imprensa da Lumière Comunicação não se limitou ao acontecimento isolado, mas sim organizou contextos, conectou passado e presente e transformou vivências em narrativas com relevância pública.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

×